Micro‑documentário como cápsula de registro: quando o breve se torna eterno

O texto discute a tensão entre a efemeridade dos formatos curtos e a busca por vestígios culturais persistentes. Parte da observação de que a brevidade pode intensificar a atenção e, ao ser acompanhada de práticas de curadoria e de suportes materiais – de cadernos de campo a objetos artesanais – cria padrões de registro que permanecem relevantes. Propõe um olhar sobre práticas emergentes em grafite, rádio comunitário e futebol de várzea, mostrando como esses contextos experimentam o micro‑documentário como ferramenta de arquivo cultural, sem cair no discurso de mera viralização.